E assim prossigo, como algo que evapora quando alcançam seu íntimo...


Novembro 04, 2009

Smirnoff - Be There


Smirnoff - Be There


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Junho 14, 2009



Ensaio sobre a despretensão

hoje aprendi:
ainda que grandiosas sejam suas ações, em um segundo com uma palava fora do lugar tudo perde a validade.

Junho 05, 2009


ensaio sobre a esperança nº 361

Abril 26, 2009





E lá se vai mais uma noite que se tornaria longa
não fosse o sono incontrolável.
Debrucei-me sobre a construção de almofadas
e fui sem medo para o lugar onde
os medos acabam ao abrir dos olhos.

Fevereiro 28, 2009



ENSAIO SOBRE A ESPERANÇA Nº 587
(sobre como esvair-se por 1 mm de diâmetro)

Era tarde quente de verão
e imaginava como seria se as
nuvens fossem de algodão.
No céu moraria?
Cintilaria por aí como se a noite
nunca chegasse.
E então seria fácil
por aqui passar
sem muito deixar
ao sair.

Novembro 23, 2008



Anúncio para solitários
Rita Apoena
Procura-se um amigo sozinho
de andar discreto e gesto silencioso.
Procura-se desesperadamente um amigo
que saiba se aproximar
de um passarinho.

Outubro 20, 2008

Do papel de pão
(ensaio sobre as coisas displicentes da vida nº 842)

se da solidão
fizesse minha companhia
quão desesperado
seria o entardecer?


Junho 19, 2008



Cartilha III
(das fantasias que vestimos)

E quão maravilhoso seria o mundo

Maio 17, 2008



Dos métodos
(nº549)

Novembro 27, 2007


E não pensei

duas vezes antes

de partir para o ataque.

Tirei de você

meu perfume

e meu bilhete,

por onde vomitava belas

e simples palavras

para iluminar o

seu viver.

Novembro 18, 2007


Das Tolices... assim puras.
Enquanto bordo
as linhas no travesseiro
Busco por caminhos,
não por respostas...
Sorte de hoje:
"A sorte vem ao seu encontro."
Pelo menos isso...
cansei de ir ao encontro dela,
e ela ficar se escondendo
atrás da árvore,
com medo...
não sei de que.

Outubro 29, 2007



Dos dois que voam

(ensaio sobre o que você desejar nº 3)

Porque

ainda assim

"

Há presentes

que a

gente esquece,

e há

cicatrizes que

a gente

lembra com

carinho.

"

Setembro 22, 2007



ronda

(da desobservância)


Da leveza espiritual
(ensaio sobre libertar-se das almas não tão puras nº 523)
Como sentir-se
no paraíso
apenas por
tapar os ouvidos
embaixo
do chuveiro

Setembro 07, 2007


Me dê uma razão
(apresentação descompromissada nº 529)
Raízes que brotam
para os céus
assim sem limites
e crescem
vãs,
vagas mesmo
assim
desorientadas

Agosto 05, 2007


Um único gesto no único botão ao final da página.

Agosto 04, 2007


E se for perguntar
por aí
o maior dos medos
não será da
morte
será do
amor,
de encontrá-lo
na esquina
assim
sem pretenção,
que permanece costurado
como nunca...


Apenas pensamentos vagos...
Numa lagoa há dois
patos na frente
de dois
patos,
dois
patos no meio
de dois patos e
dois
patos atrás
de
dois patos.
Quantos
patos há
na lagoa?

Julho 08, 2007






Das borboletas


(do bater das asas)


Era assim


Com aqueles ares


de tarde fresca


da primavera.


Não era pra ser.


E assim fui.


Evaporei.


Fugi dos limites.


Me desviei para


além das forças...


Como quem eternamente


procura pela mesma casa


nova, e pelo antigo telefone.

Julho 03, 2007




(ensaio sobre desejos inalcançáveis nº2)

Junho 04, 2007


Eu Queria Ter Um Reino
(ensaio desesperado nº597)
a
Vamos combinar que viver assim
É como sucumbir ao movimentar do mundo
Mas eu queria mesmo era
ter um reino sabe?
Mas daqueles reinos de menina
A menina que sonha com as rendas
e os bordados da roupa de festa
Que não se preocupa com a falta
de respostas para as perguntas
que habitam seu imaginário
Queria ter um reino sabe?
Mas não daqueles que são só coloridos
Queria sim
daqueles onde encontraria enigmas
dos mais investigatórios, e detalhe,
com as conclusões mais simples
Queria ter um reino sabe?
Mas não dos que têm príncipes e princesas
felizes saltando nos bosques
queria um, só um
em que respirar o ar fresco das manhãs,
mesmo as das segundas-feiras
já bastasse para sentir a vida pulsar pelas veias
Queria ter um reino sabe?
Mas tem que ser reino de verdade,
com castelo, mesmo que imaginário
e também uma torre enorme
pra me esconder e me encontrar
sem gritar por socorro
Queria ter um reino sabe?
Cheio de flores macias e acolhedoras
e aquele cheirinho de lavanda do fim de tarde
pra brincar
Queria ter um reino sabe?
Mas que ele fosse como
uma simples casa no campo
Apenas isso, com o acordar calmo
o deitar satisfeito e tranquilo
apenas por saber que
se aproveitou cada suspiro.

Maio 09, 2007


Cartilha nº 2
(boas-novas vomitadas ao vento por pura displicência)


Num impulso.
Quase... Incontrolável.

Maio 07, 2007




Pelos Ciclos
(ensaio exaustivo a cargo dos ventos nº2)

O seu santo nome
Carlos Drummond de Andrade

Não facilite com
a palavra amor.
Não a jogue no
espaço, bolha de sabão.
Não se inebrie
com o seu engalanado som.
Não a empregue sem
razão acima de toda razão (e é raro).
Não brinque, não experimente,
não cometa a loucura
sem remissão deespalhar aos
quatro ventos do mundo
essa palavra queé toda sigilo e nudez,
perfeição e exílio na Terra.
Não a pronuncie.

(Poema extraído do livro "Corpo", editora Record)

Abril 20, 2007







Segredos


Meu vestido é
cheio de segredos.
A cada botão que
você abre,
sinto uma
rosa desabrochar.



Rita Apoena



Abril 19, 2007



Rabiscos dos sonhos

simples de menina

ao telefone

"...

Tudo é perfeito

nesse momento.

A suavidade da luz,

o perfume do ar,

o rumor tranquilo

da cidade

..."

Março 29, 2007


Sem título
Das coisas
sublimes que
Por vezes,
desejaríamos
Ter

Março 23, 2007


Biografia

Quando for adulta
Terei uma casa
E também
Um gato preto
Que se chamará
Antônio

Março 20, 2007



Cartilha

meia dúzia de
palavras
desidratadas
vomitadas para
o mundo

Março 08, 2007


Percurso para novas descobertas
(na maciota nº 17)
Meadas, meadas
Ah as meadas!
Terão elas
sempre fios a
nos guiar?
Me levam a algum
Destino
Específico?
Uma ligação
Engano?
coincidência?
A boa espera sempre
merece um brinde

Fevereiro 10, 2007



Labirinto
(Ensaio Ligeiro Em Dia De Frescor)

Pensava que
Não mais seria
Possível.
Mas
Numa noite agitada
De sexta
No vento que leva
Os últimos sinais da água de cheiro
E traz lembranças
de passados meses
Que confesso,
Mais pareciam séculos.
Numa tarde esfuziante
de sábado,
Num anoitecer
ansioso de domingo.
Controle intenso
para nada esperar.
E a vista que nem sempre
agrada
aos olhos
Mas em
confusão acalma a alma
e a pele.
Nas movimentações desapercebidas
Nas perceptíveis também.
Quando nada se espera
Muito menos se imagina
Aquele último
acorde
Vem em sinfonia.
Porque quem não propaga
Não é egoísta
Apenas pode repetir o prato,
E até que na metade do caminho
O pedido parte
daqui pra lá:
"Uma loucura meu bem
E por favor não amasse
O meu vestido".

Janeiro 30, 2007


Ensaio sobre a Esperança nº 63
(força motriz)

Enlaces
Desdobramentos
Retornos de
Antigos odores
Sabores.

Dos dessabores

Nem conhecimento tomo
Correr livre
É mais fresco
Muito mais...

Porque até

nos não saberes
existem prazeres
imensos.

Janeiro 29, 2007




A roda, O círculo, O ciclo
(ensaio desenfreado à procura da primeira labareda)

de vícios
de virtudes
e das vaidades
nossas
que costruímos
sem saber como
nem porque

nem para que
um dia virão
a servir

Janeiro 21, 2007


Temporada
(Porque Desenhar Desanuvia a Mente)

Bem-me-quer
Mal-me-quer
Quem não
Sabe
Brincar
Não desce
Pro play

Janeiro 13, 2007



Fato 03: Megalomania

(ensaio sobre o que você desejar nº 4, rabiscos rápidos em dia vazio)

fingir que

espirra fingir

que tropeça

passar um

bom perfume

usar um sapato

barulhento

dançar enquanto

dirige falar sozinho

um sorriso sem

motivo atrai olhares alheios

ou simplesmente

nada fazer

alguém sempre terá o

olhar atraído por

você



Fato 02: Vaidade

(ensaio sobre o que você desejar nº 3)

Caminho
observando
a beleza dos
horizontes
sem fim
a harmonia
da vida
a música das
esferas o
canto dos
pássaros o rocio da
brisa o murmúrio
das águas
a beleza das
flores



Se eu te amo e tu me amas, desta água beberemos várias vezes

(ensaio exaustivo 5 dias 4 noites)

Odores

Pessoas

Dolores

Imagens

Que se desmancham

Na água de cheiro

Nas pétalas das margaridas

Nas ruas estreitas

E descansam

Janeiro 08, 2007



Propostas indecentes também são feitas à luz do dia

(estudo de tabuada feito para distração, afinal 2 e 2 sempre são 5)

"

Hey

Me das un disco

si doy

mucho mas que esto

yo te doy un beso

yo te doy yo te doy un beso

yo dicho que ir

es el verbo en camino el infinito

yo dicho que rir

es el lado mas

bonito de mi boca

y tu el es tu

él esta rico

"

Janeiro 07, 2007



Fato 01: Hipocondria

(ensaio sobre o que você desejar nº 2, e teste de habilidades manuais nº07012007)

Mais fácil

seria ter todas as

coisas

vãs do mundo,

não duradouras de preferência

Sem ideais

Sem esperas

Sem perspectivas

Sem expectativas

E especulações

Assim mais fácil seria...

Janeiro 06, 2007




Caixinha de Música
(antídoto para uma vida longa nº 7)












"Brilha, brilha estrelinha..."

Janeiro 05, 2007


Cartas vãs de Amor que
partem no vento e não voltam
(ensaio sobre o que você desejar nº1)
"
Fingir que
boceja faz
você
descobrir quem
te
observa

"

Janeiro 04, 2007


Fila de espera
(radionovela capítulo nº8961)

Porque
Também
Somos
Aquilo
Que
Perdemos

Janeiro 03, 2007




Folhinha

(treino exaustivo à galope nº341)

Contai as

marés pelas

luas.

E tua vida?

Conta nos

dedos.









*Para melhor visualização clique na imagem recomendação de josie "cliquem nas setinhas para aumentar!"

Dezembro 30, 2006



Mais fácil seria ter uma casa no campo

(ensaio autobiográfico a espera de nada a cargo de tudo nº 596)

Desejo de

emergir

das amarras

do medo.

Presa pelas

garras

do receio.

Explodindo

para escapar da

prisão particular,

fujo...

Dezembro 29, 2006



Ao Entardecer
(Ensaios treinados, incessantes, incansáveis, inesgotáveis nº37)

Cinco coisas sem as quais não consigo viver:

Mamãe, Irmã e Papai

Meus guardados
Água
Lápis Com
Vivênca
Sons
Papel
Pensamentos
Vinho
O Fabuloso
Destino De
Amélie Poulain
Borracha
Lucinho
Chão
(junte tudo e divida em três, pode embaralhar as peças)




Por Aqui

(treino caligráfico em análise a cargo do seu bel-prazer nº683)

Remando a

cargo dos

ventos.

Não

sei o que

trazem.

Luto contra,

mas a

favor de

mim.

Dezembro 28, 2006



Por Além

(teste de paciência em treino caligráfico nº15)

Voar fincado ao

chão.

Raízes grandes

o bastante

para que me

distancie.

Raízes firmes o

bastante

para

que não me

perca...

Dezembro 27, 2006



Pelos Poros
(treino caligráfico a cargo do tempo número 587)

"
...Tanta História
De Fogo que Se Passa
É melhor Se QueimaR
Que viVer na SolidÃo...
"

Dezembro 26, 2006



Pelas Mãos
(treino caligráfico a cargo do tempo)

... consigo,
levou somente aquela nossa
foto do verão passado
comigo,
deixou apenas o leve aroma de
lavanda que remetia à infância,
às brincadeiras, ao tempo onde a
hora das preocupações nunca
chegava e ao vento que fazia
cócegas.



Pela Mente

(ensaio sobre a esperança... os números perdi no caminho)

virou a esquerda

subiu a ladeira

e foi-se livre

sem deixar

rastros

a não ser

aquele pedacinho

de papel

com alguns

ensinamentos

de vida dos quais

talvez soubesse

mais que eu.

Dezembro 25, 2006


Pela Alma
(Ensaio sobre... Número... Apenas ensaios...)










Escorre, esvai, desmancha...

Dezembro 23, 2006




Pela Boca
(Ensaio sobre a esperança número quatro)













Dezembro 22, 2006

Ensaio sobre a esperança número três

Dezembro 20, 2006

Ensaio sobre a esperança número um




Está aberta a temporada dos atiradores
de lentilha e sementes de uva.Tempos de final
de ano e começa mais uma correria aos mais badalados
endereços que nos dêem pré-visões sobre
os tempos vindos. Mas porque nós não podemos
ser nossos profetas da vida particular?
Era de Aquário, ano de Oxum, regido
pelo número nove. E todos começamos
a pular sete ondas, atiramos ao mar nossas esperanças
de que uma força propulsora nos leve à prosperidade
até que por fim fincamos nossos pés direitos ao chão,
"há de se entrar com o pé direito".
De uns tempos para cá passei a crer
que uma das mais poderosas armas de
destruição da humanidade é a esperança. Não sou
mais uma pessimista de farmácia. Mas acho que a
dita esperança nos atrasa.Ato de esperar o
que se deseja. Vejo esta espera como totalmente
nociva a evolução. Ao esperar, muito se deixa de
fazer. "Espero que a vida melhore", mas o que você
está fazendo para que a melhora ocorra? Esperando que
talvez as tais forças superiores te afoguem num mar
de boas energias e realizem os seus mais profundos
desejos por você. Afinal assim outra coisa qualquer
que não você passa a ser responsável por seus atos .
Apenas reflitamos sobre o que estamos
fazendo com nossas únicas vidas. E que dure até
que nossas idéias pereçam sempre que uma nova surgir.